‘Ouvir’ o som do silêncio é o que busca o indivíduo com um zumbido agudo, intermitente e contínuo. Após o diagnóstico e afastada a possibilidade de algo mais grave, cabe a cada um achar sua forma de mascarar o incômodo

Um incômodo dia e noite nos ouvidos. “Posso dizer que estou tendo uma vida desgraçada, de uma surdez singular”. Foi assim que Beethoven descreveu em carta a um amigo, antes de perder totalmente a audição, um zumbido que lhe impedia de ouvir instrumentos e cantores no teatro. “É como se meu ouvido se alimentasse de sons, e reclamasse do silencio”, desabafa o administrador Fábio Pareto De Cicco, 45, que, dois séculos depois do sofrimento do gênio alemão, também sente a intermitência do som agudo.

 

> Som de abelha, chiado, apito, sirene e motor

O que se ouve pode ser semelhante ao azoinar da abelha, ao aviso da sirena, ao cair das águas na cachoeira. Os barulhos de apito, de motor e de panela de pressão também são relatados por quem sofre de zumbido contínuo.

O sintoma rouba o sono de cerca de 28 milhões de brasileiros. Ao redor do mundo, acomete de 17% a 24% da população.
Segundo pesquisa da American Public Health Agency, é a terceira maior causa de incômodo, perdendo apenas para dores e tonturas que não tenham cura.

 

De onde vem

Na maioria dos casos, o zumbido está relacionado a um transtorno em uma parte do sistema auditivo (da orelha externa até o sistema nervoso central). “Não é uma doença, mas de um sintoma que tem várias causas, geradas por doenças no ouvido ou originadas em outros órgãos que influenciam secundariamente audição”, explica Dra. Márcia Akemi Kii, especialista em zumbido, hipersensibilidades auditivas e outras afecções do ouvido.

Alterações metabólicas, hormonais, cardiovasculares e odontológicas também podem ter relação direta com causas do zumbido. Mais de um desses fatores pode estar presente no mesmo indivíduo.

“É isso que explica a individualidade de cada caso e as diferentes repercussões na qualidade de vida”, destaca a médica que é diretora do Instituto Gans Sanchez, referencia nacional na abordagem do paciente com zumbido. Além disso, distúrbios psiquiátricos com ansiedade, depressão e estresse, responsáveis por uma “agitação generalizada”, podem desenvolver ou agravar ainda mais o quadro.

 

Perda auditiva

Fábio De Cicco, que sofre com zumbido há cerca de quatro meses, só conseguiu acalmar a sensação de pânico quando a médica da família fechou o diagnóstico. “ela me explicou que o mais importante naquele momento era descobrir se eu estava com algum problema sério (com o nervo auditivo ou tumor no ouvido). Se fosse descoberto o comprometimento do nervo, iria retirá-lo. Preferia ficar surdo de um ouvido a escutar esse zumbido para o resto da minha vida”, desesperou-se.

É significativa a associação entre zumbido e outras enfermidades. Cerca de 90% dos pacientes com relato de zumbido apresentam algum grau de perda auditiva. Tontura, vertigem e intolerância a sons são sintomas descritos entre 20% e 40% daqueles que sofrem com a presença do incômodo, conforme dados do Instituo Ganz Sanchez.

Na população com mais de 60 anos, estima-se que um a cada três pessoas apresente zumbido. “São diversos fatores. Nesta idade, a perda auditiva é comum, bem como doenças crôncias como diabetes, hipertensão, aterosclerose e doenças degenerativas”, frisa Dra. Márcia Kii. Os problemas com a audição podem levar a depressão e, em alguns casos, até o isolamento social.

 

Fonte: http://www.diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/vida/zumbido-1.1791321

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